A influência da reforma protestante no âmago da igreja e do homem



Neste 502 anos da reforma protestante eu gostaria de propor uma avaliação do que ela foi como vanguarda da opinião teológica e baixo clero. Proponho a leitura das 95 Teses e que percebam estes dois pontos. Martinho Lutero estava intimamente interessado em estabelecer um diálogo das questões teológicas com o povo e não só com a igreja, quando pregou suas teses de pública. Isto inevitavelmente suscitou corações que já ardiam pelas questões mais simples e as mais complexas das quias não tinham acesso as respostas. Neste sentido, Lutero trabalhou para que as 95 Teses fossem não só observações, mas uma resposta ao povo, e em virtude disso, o debate sobre a teologia "desceu as escadaria das catedrais" e foi para ruas, e assim para os lares até cá estamos hoje.

1. Vanguarda da opinião teológica

A história da reforma pode estar fortemente vinculada a este desejo de opinar, mas não por orgulho ou vaidade. Isto se trata de proclamação. Lutero vivencia algo avesso ao que lê nas Escrituras e toda sua argumentação baseia-se no arrependimento pessoal e prático, que não pode ser dado por ninguém, a não ser por Deus ao que se humilha perante Ele. Neste sentido, Lutero, então promove um debate teológico jamais ousado. Talvez pensado, mas exposto, nunca. Lutero atinge o cerne da questão, ele anula o antropocentrismo, o autoritarismo e estabelece um teocentrismo esquecido e impraticável até então. Lutero torna público um assunto passivo de disciplina eclesiástica. Ele fala de coisas qual e só o clero falava e nunca tratou eclesiasticamente.

2. O baixo clero

Se um assunto tão importante como o arrependimento genuíno estava oculto no clero, Lutero tratou de apresentar isso a todos. O resultado foi um clero irritado e um novo clero surgindo. Este novo clero pode ser chamado de "baixo" não por desmerecimento, mas por estar em meio ao povo, os assuntos bíblicos saíram dos corredores da "alta patente eclesiástica" e agora estava entre as vielas e os bancos das igrejas. Isso é um marco que nos remete ao que somos hoje. Se uma coisa não pode estar oculta, logo ela é avaliada, e o conhecimento dessa coisa liberta. O nosso sacerdócio universal foi coroado com o conhecimento da verdade a partir das 95 Teses e hoje qual cristão não sabe o que tem.nas mãos? Só aqueles que desdenham da história. Qual cristão não se vê penitente ante seu pecado, mas também alegre pela sua redenção no arrependimento? Este e tantos outros assuntos de fé são nossos, acessíveis. E qualquer que retenha isso retrocede não só na história como também na fé.

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