Escravidões, por Gladir Cabral

dezembro 20, 2015

Gladir Cabral - Músico e Pastor Presbiteriano
Por Gladir Cabral

Tem muita relação a escravidão social, política com outros tipos de escravidão, como a espiritual. Porque acontece sempre um processo de alienação. É sempre alguém que toma conta da vida de outra pessoa e se assenhora dessa pessoa. Sempre que há escravidão uma voz é silenciada e creio  que nós precisamos cantar e celebrar a liberdade. Liberdade espiritual que temos, mas também a liberdade que alcança outras dimensões da nossa vida e da nossa história. Acha que isso é uma urgência. Uma esperança que transcende aquele contexto imediato e a dominação que aquele ser humano está vivendo naquele momento. Essa esperança tem a ver com o redentor e com a própria vida. O grande sentido do evangelho que consiste em trazer uma esperança que não morre na porta da casa grande. Nossa relação com Deus é uma relação de amor. E se há alguma relação de amor como essa, exclusiva e profunda, é uma relação de libertação. Enquanto que a relação com a experiência religiosa em si, não necessariamente ela é libertadora. Muitas vezes a religião é também opressora, ela também, é claro, contribui como uma instituição, como uma doutrina ou uma mentalidade pra tornar o indivíduo ainda mais preso. É bom a gente estar consciente que isto pode ocorrer. Não podemos falar da escravidão como uma coisa do passado, não é, que acabou no século IX, porque na verdade existe escravidão hoje e convém que a gente se posicione em relação a isso, como cristão e como ser humano.
__________
Esta fala foi digitalizada por José Eduardo a partir do trecho de apresentação da música ‘Casa Grande’ de Gladir Cabral no Programa Plataforma. O título Escravidões foi idealizado por José Eduardo a partir do diálogo proposto por Gladir Cabral.

You Might Also Like

0 comentários

O Vida Prudente é um blog de Fé reformada, criado para disponibilizar estudos para a edificação da igreja de Cristo, para os que desejam crescer em conhecimento e graça, tendo nas Escrituras o modo prudente de viver. (Ef 5.15 – “Portanto, vede prudentemente como andais)